Campo de São Paulo já tem novo dono

Desporto

03 de Maio de 2017



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A passagem desse palco de grandiosos “trumunos” no passado para a tutela da Federação Angolana Futebol (FAF) inaugura uma nova etapa na história do recinto futebolístico

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Depois de vários anos em estado de abandono total e com sinais claros de degradação por falta de manutenção, a decisão vem em boa hora. A infra-estrutura é tida como um dos maiores símbolos do futebol luandense.

O Governo Provincial de Luanda atribuiu a gestão das instalações à FAF, tendo em vista a transformação do recinto desportivo num novo centro de treinamento para as selecções nacionais. Deu-se assim, pode dizer-se, um passo importante para que as equipas nacionais deixem de andar com a casa às costas para encontrar um local para treinos. E, desta forma, a entidade reitora do futebol angolano também pode poupar algum dinheiro, que vinha gastando com o pagamento de campos para o treinamento.

Em declarações à imprensa, o governador de Luanda confirmou que o órgão reitor da modalidade em Angola clamava há muito por um espaço próprio, mas carecia de um orçamento para este efeito. «Entendemos que a FAF deve ter o seu próprio campo. Como não poderia deixar de ser, estamos atentos a esta situação”, disse Higino Carneiro, sem ter avançado, porém, se a reabilitação do estádio estará a cargo do seu pelouro ou da FAF e tão-pouco fez referência ao valor envolvido nesta operação.

Até essa tomada de decisão, o Campo do São Paulo tem-se apresentado com uma imagem deplorável, marcada por fissuras nas bancadas, relva seca, capim e animais por tudo quanto é canto.

No passado, não faltaram apelos de homens do futebol às entidades governativas para salvar o estádio, mas os apelos foram sempre ignorados. Os anteriores governos da capital mostraram-se sempre intransigentes em atribuir a gestão do Campo do São Paulo a entidades particulares, apesar de várias iniciativas neste sentido.

O Kabuscorp do Palanca foi um dos clubes que manifestara tal intenção, numa fase em que fazia do recinto a sua casa oficial de jogos, mas viu chumbada a sua proposta.

Em 2010, aquando da realização no país do Campeonato Africano das Nações em Futebol (CAN), chegou a pairar a hipótese de o recinto ser intervencionado, a exemplo dos campos de São Filipe, em Benguela, e do Tafe, em Cabinda, mas a verdade é que o “ velhinho” voltou a ser esquecido.   

Com uma capacidade para albergar cinco mil espectadores, o recinto conta com nove torres de iluminação, bancadas, um reservatório de água para rega de 30 mil litros. Além do campo principal, dispõe de um recinto anexo para treino.

 

 

 

geral@correioangolense.com

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