Angolanos congestionam aeroporto de Figo Maduro para ver Benfica

Desporto

13 de Maio de 2017

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Desde a tarde desta sexta-feira, 12, o aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, conhece um movimento inusitado de aviões a jacto executivos saídos de Angola. Normalmente calmo, o antigo Terminal Aéreo Militar da capital portuguesa já recebeu dezenas de aviões de pequeno porte que transportaram políticos, oficiais-generais, empresários e um séquito de bajuladores que nesses casos acompanham os chefes.

A romaria de aviões para Lisboa nada tem a ver com a presença do Papa Francisco este sábado, 13, nas celebrações do centenário da Aparição de Nossa Senhora de Fátima aos Três Pastorinhos. Nada disso. O “problema”  é que na tarde do mesmo dia, a equipa de futebol do Benfica de Lisboa jogará com o Vitória de Guimarães a importante partida pontuável para a 33.ª e penúltima ronda do Campeonato Português da I Divisão, que pode decidir o título para os “encarnados”.

Em razão desse jogo, que pode ser o do título, muitos servidores da alta hierarquia do Estado e das Forças Armadas, aproveitando a ausência do PR – a quem tinham de pedir autorização formal para se deslocarem ao estrangeiro – viajaram para Portugal com o exclusivo propósito de assistir“in situ”o desafio.

Como não há o risco desses servidores serem chamados a qualquer momento pelo “Chefe”, advinha-se que muitos sairão dos seus luxuosos camarotes no Estádio da Luz para a festa que se vai realizar na Praça Marquês de Pombal, caso o Benfica vença. Na verdade, é possível que prolonguem a estadia por todo o fim de semana, em vez de viajarem pela calada da noite, logo após o jogo, como costumam fazer para não faltar a um eventual chamado daquele que essa gente designa por Zero-Zero.

O intenso movimento de aviões, quase todos comprados com dinheiro resultante do saque ao erário, deve prolongar-se até pouco antes do desafio, que começa às 18h15. É que, outros estão a caminho de Lisboa (com autorização dos respectivos chefes ou não) para o mesmo propósito, tendo saído mais tarde de Luanda porque se “entretinham” a esvaziar as prateleiras das casas “gourmets” da cidade, a fim de proverem as suas aeronaves para os regabofes que acontecem a milhares de pés da terra, com muita concupiscência pelo meio.





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